REDAÇÃO
Instruções
Você deve desenvolver seu texto em um dos gêneros apresentados nas propostas de redação. O tema é único para as três propostas. O texto deve ser redigido em prosa. A fuga do tema ou a cópia da coletânea anula a redação. A leitura da coletânea é obrigatória. Ao utilizá-la, você não deve copiar trechos ou frases. Quando for necessária, a transcrição deve estar a serviço do seu texto.
Independentemente do gênero escolhido, o seu texto NÃO deve ser assinado.
Tema
A importância do lazer para a qualidade de vida
1.
Disponível em: <http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/809160/gd/130721245381/INTERFACES-DA-INTERNET-NAEDUCACAO.
jpg>. Acesso em: 18 ago. 2014.
2. Lazer para jovem é gratuito, em casa ou ao ar livre, diz pesquisa
Brasília - Pesquisa da Secretaria Geral da Presidência da República, obtida com exclusividade
pelo Estado, aponta que as atividades de lazer e cultura mais populares entre os jovens de 15
a 29 anos são aquelas que não envolvem custos, como passeios em parques ou shoppings,
idas a festas em casa de conhecidos e comparecimento a missas e cultos religiosos. Cinema,
teatro e espetáculo de música são anseios realizados em proporção muito menor.
A forma mais popular de lazer fora de casa é o passeio em parques e praças – atividade
realizada por 61% dos entrevistados. Logo depois, aparecem festas na casa de amigos (55%),
seguidas por missas ou cultos religiosos (54%), bar com amigos (41%) e passeios em
shoppings centers (40%). Apenas 19% dos jovens afirmaram ter frequentado cinema nos 30
dias anteriores à pesquisa, índice que despenca para 4% quando se trata de ida ao teatro.
Em relação à frequência em atividades de lazer e cultura pelo menos uma vez na vida, os
dados são igualmente alarmantes: 84% dos jovens brasileiros nunca compareceram a um
concerto de música clássica, 65% jamais foram ao teatro e 59% nunca estiveram em uma
biblioteca fora da escola.
Nos fins de semana, 79% dos jovens realizam atividades de lazer fora de casa, índice
significativamente superior ao daqueles que optam por fazer algo em casa (44%), por praticar
esportes (22%), por visitar parentes (14%) e por atividades religiosas (11%).
Foram ouvidos no ano passado 1.100 jovens de todos os estratos sociais para a pesquisa,
cuja margem de erro é de 3 pontos porcentuais. O objetivo do estudo da Secretaria Geral da
Presidência é fornecer subsídio ao governo federal para implementar políticas públicas de
juventude.
"Os jovens têm muita vontade de passear e fazem aquilo que não custa nada como forma de
se divertir nos fins de semana, alargar os horizontes e viver experiências que os tirem do
universo mais restrito da casa", diz a socióloga Helena Wendel Abramo, coordenadora de
Políticas Setoriais da Secretaria Nacional de Juventude, da Secretaria Geral.
Cinema
A atividade com maior disparidade entre os grupos sociais é o cinema, observa a socióloga.
Entre o segmento mais pobre, 49% dos jovens já foram a uma sala de cinema, índice que sobe
para 78% no universo de jovens de classe média e para 93% entre os mais ricos.
A pesquisa considera a renda per capita para definir a faixa em que o jovem se encontra: os
mais pobres têm renda familiar per capita de até R$ 290 mensais; classe média de R$ 290 a
R$ 1.018; e os mais ricos, acima deste valor.
Os pesquisadores também questionaram os jovens sobre o que gostariam de fazer nas horas
livres, caso não tivessem de se preocupar com tempo nem com dinheiro. Para 59% dos
entrevistados, a resposta espontânea e única foi "viajar", mais do que o dobro (26%) daqueles
que optaram por atividades de lazer e entretenimento. No entanto, para 61% dos jovens, a
falta de dinheiro é a razão que os impedem de fazer o que gostariam.
Limitações
Moradora de Pirituba, na zona norte de São Paulo, a estudante de Publicidade J. D. S., de 18
anos, é exemplo desses jovens que gostariam de visitar novos lugares. "Adoraria ir para
Inglaterra, Estados Unidos ou Canadá", disse a universitária. Enquanto falta tempo e dinheiro
para realizar seus sonhos, ela costuma sempre frequentar o Parque Villa-Lobos, na zona
oeste, como um dos destinos preferidos para curtir momentos de lazer.
Anteontem, ela estava acompanhada da mãe e de uma amiga da faculdade. Estenderam uma
toalha na grama do parque e aproveitaram o dia de céu aberto. "Sempre que dá, eu venho
com meus amigos ou com a minha família. A gente fica na sombra, dando risada. É muito
bom", disse J. D.
De noite, a atividade de lazer mais frequente da estudante é a reunião de amigos na própria
casa. Sua mãe, R. D., fotógrafa e maquiadora, de 39 anos, aprova as "festinhas" dos amigos
da filha. "Sempre fiz questão de que eles estivessem na minha casa. É uma forma de estar a
par e participar da vida dos filhos", disse.
J. D. também gosta de teatro e cinema, mas, ultimamente, não tem ido muito. "Cinema acaba
sendo bem caro porque você sempre quer comer alguma coisa depois, ou seja, não é só o
filme em si."
A estudante de Publicidade faz parte de uma minoria de jovens que já foi ao teatro, a
exposições de fotografia e a concertos de música clássica, mas nunca viu, por exemplo, um
jogo de futebol no estádio. "Eu não curto muito futebol", explica.
Disponível em: <http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2014/04/lazer-para-jovem-e-gratuito-em-casa-ou-ao-ar-livre.html>.
Acesso em: 18 ago. 2014. (Adaptado).
3. Estudo mostra que tempo de lazer do idoso não traz benefícios à saúde
Thassiana Macedo
De acordo com pesquisa desenvolvida pelos acadêmicos de Terapia Ocupacional da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Luís Fernando Bevilaqua, Janine Gomes
Cassiano e Tainã Alves Fagundes, o tempo de lazer dos idosos, no Brasil, é grande, porém,
mal aproveitado. Segundo o estudo, 26% do dia dos idosos são dedicados a atividades de
lazer, com pouca contribuição para a melhoria da saúde.
O estudo foi apresentado na 35ª Conferência da Associação Internacional para Pesquisas de
Uso do Tempo (Iatur), realizada no Rio de Janeiro, que discutiu temas como valor do tempo,
trabalho remunerado, valor do trabalho não remunerado, meios de comunicação e lazer,
cuidados na família, educação e equilíbrio vida-trabalho. O objetivo é saber como as pessoas
usam o tempo, para poder planejar políticas públicas e combater as desigualdades sociais, o
que interfere diretamente na qualidade de vida.
De acordo com a cientista econômica Cíntia Simões Agostinho, projeto-piloto do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feito em 2009, estuda o uso do tempo pela
população. Segundo ela, o Brasil está enfrentando um processo de envelhecimento rápido, e o
olhar para a velhice tem que estar presente. “A maior parte do tempo do idoso está dedicada
ao lazer, mas um lazer ocioso, passivo, como assistir televisão e ficar deitado descansando. O
lazer ativo é o que traz mais benefícios à saúde, como artesanato, dança e até mesmo rodas
de conversa”, frisa.
Para a professora Hildete Pereira, do Departamento de Economia da Universidade Federal
Fluminense (UFF), o gênero também é fundamental nas questões sobre o uso do tempo. “A
discussão do uso do tempo é extremamente significativa para a vida das mulheres, porque
existe a questão da divisão sexual do trabalho. A mediação do tempo é uma forma de se
entender a raiz da subordinação e da desigualdade. A principal função que a sociedade
oferece para as mulheres não é vista como trabalho, como cuidar dos filhos, dos doentes,
arrumar, varrer e lavar”, ressalta.
Ela destaca que isso tem que ser valorizado, porque em economia tudo tem preço, de acordo
com quantas horas as mulheres se dedicam aos trabalhos domésticos. De acordo com a
pesquisa, em 2001 as mulheres dedicavam em média 29 horas, por semana, para as tarefas
domésticas, hoje são 23. Enquanto os homens declaravam nove horas em 2001 e agora são
dez horas. Para Hildete, é necessário acabar com a divisão sexual do trabalho.
Disponível em: < http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SADE,84340>. Acesso em: 18 ago. 2014. (Adaptado).
4. Férias? Nem pensarEla destaca que isso tem que ser valorizado, porque em economia tudo tem preço, de acordo
com quantas horas as mulheres se dedicam aos trabalhos domésticos. De acordo com a
pesquisa, em 2001 as mulheres dedicavam em média 29 horas, por semana, para as tarefas
domésticas, hoje são 23. Enquanto os homens declaravam nove horas em 2001 e agora são
dez horas. Para Hildete, é necessário acabar com a divisão sexual do trabalho.
Disponível em: < http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SADE,84340>. Acesso em: 18 ago. 2014. (Adaptado).
4. Férias? Nem pensar
Uma nova doença é estudada pelos
médicos: a síndrome do lazer
A medicina acaba de descrever uma nova doença: a síndrome do lazer. O distúrbio ataca
homens e mulheres com obsessão pelo trabalho e, como indica o seu próprio nome, se
manifesta nos fins de semana e feriados prolongados ou nas férias. Nos momentos de folga,
as vítimas são acometidas de crises de ansiedade, dores de cabeça e musculares, náuseas e
fadiga. Ficam doentes porque estão longe de seus afazeres profissionais. Coube a
especialistas da Universidade Tilburg, na Holanda, dimensionar o problema. Em um congresso
realizado recentemente nos Estados Unidos, eles apresentaram os resultados de um estudo
feito no ano passado com quase 2.000 pessoas. A conclusão é que a doença atinge até 5% da
população economicamente ativa.
O padrão de comportamento de quem sofre da síndrome é bem definido. São indivíduos
perfeccionistas e inseguros, que costumam trabalhar mais de dez horas por dia e vivem sob
stress constante. "Eles simplesmente não conseguem se desligar nas horas livres", diz o
psicólogo Ad Vingerhoets, um dos coordenadores do estudo. Os períodos de férias são os
piores. Longe do batente, sem poder influir sobre os rumos dos acontecimentos na esfera
profissional, a tensão redobra. O organismo passa a produzir grandes quantidades de cortisol,
o hormônio do stress, intensificando os sintomas da síndrome e enfraquecendo o sistema
imunológico – o que faz com que a pessoa fique mais propensa a contrair viroses.
Como as folgas representam um pesadelo, muitos portadores da síndrome simplesmente não
tiram férias. Ou, quando o fazem, é sempre por pouco tempo. Carlos Alberto Carvalho das
Neves, operador da Bolsa de Valores de São Paulo, segue essa linha. A dentista Andrea
Nahssen, também. "As minhas últimas férias eram para durar dez dias. Não aguentei
permanecer mais do que uma semana longe do consultório", diz ela. Nos fins de semana,
Andrea invariavelmente tem enjôos e dores pelo corpo. Neves, por sua vez, concede-se quinze
dias de férias por ano – mas divididos em duas etapas, "para não ficar nervoso". E o que faz
ele nas folgas? Trabalha. "O celular e a internet me mantêm informado sobre as cotações e a
situação geral do mercado", entusiasma-se o operador.
O estudo holandês mostra que o melhor caminho para a cura é procurar ajuda psicológica.
Afinal de contas, a síndrome do lazer faz parte do rol das doenças mentais (o que não
significa, evidentemente, que seus portadores sejam malucos de carteirinha). O tratamento
com um psicanalista ou um psicoterapeuta pode demorar para surtir efeito. Nesse meio tempo,
há como atenuar os sintomas. Os especialistas aconselham que, na semana anterior a uma
folga prolongada, a pessoa se submeta a sessões de massagem e relaxamento. A ordem é
relaxar antes para conseguir relaxar depois.
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/280301/p_079.html>. Acesso em: 18 ago. 2014. (Adaptado).
UAB_REDACAO-2014-2
UFG/CS UAB-2014
5.
Disponível em: <https://odnmedia.s3.amazonaws.com/image/play2%5B1%5D_20140430143443962374.jpg>. Acesso em: 18
ago. 2014.
Propostas de redação
A – Artigo de opinião
O artigo de opinião é um gênero do discurso argumentativo que tem a finalidade de expressar o ponto de vista do autor a
respeito de um determinado tema. A validade da argumentação é evidenciada pelas justificativas de posições assumidas
pelo autor ao apresentar informações e opiniões que se complementam ou se opõem. No texto, predominam sequências
expositivo-argumentativas.
Escreva um artigo de opinião posicionando-se em relação ao tema A importância do lazer para a qualidade de vida. Seu
artigo de opinião deve ser passível de publicação em um jornal impresso de circulação nacional. Defenda seu ponto de
vista, apresentando argumentos que evidenciem a importância do lazer para a qualidade de vida.
B – Carta de leitor
De natureza persuasivo-argumentativa, a carta de leitor é um gênero discursivo no qual o leitor manifesta sua opinião
sobre assuntos publicados em jornal, revista ou em outro veículo de comunicação, dirigindo-se ao editor ou ao autor de
um texto publicado. O texto da carta é caracterizado pela construção da imagem do interlocutor e por estratégias de
convencimento. Os argumentos do autor buscam convencer o destinatário a acatar o seu ponto de vista e suas ideias.
Escreva uma carta de leitor a um jornal de circulação nacional, posicionando-se em relação à declaração do grupo de
acadêmicos de Terapia Ocupacional (Texto 3) de que “o tempo de lazer dos idosos, no Brasil, é grande, porém, mal
aproveitado”. Para escrever seu texto, relacione essa declaração com o tema A importância do lazer para a qualidade de
vida. Para construir seus argumentos, relacione dados e fatos que possam convencer o seu interlocutor a acatar o seu
ponto de vista. Para escrever sua carta, considere as características interlocutivas próprias desse gênero.
NAO IDENTIFIQUE O REMETENTE DA CARTA.
C – Crônica
A crônica é um gênero discursivo no qual, com base na observação e no relato de fatos cotidianos, o autor manifesta sua
perspectiva subjetiva, oferecendo uma interpretação que revela ao leitor algo que não é percebido pelo senso comum.
Assim, o objetivo da crônica é discutir aquilo que parece invisível para a maioria das pessoas. Visa também produzir
humor ou levar à reflexão sobre a vida e os comportamentos humanos. A crônica pode apresentar elementos básicos da
narrativa (fatos, personagens, tempo e lugar) e tem como uma de suas tendências tratar de acontecimentos marcantes
para a sociedade.
Com base nessa tendência, escreva uma crônica para ser publicada em uma revista semanal, discutindo as relações
entre as variadas formas de lazer e o que elas representam na qualidade de vida. A crônica deve apresentar um
narrador-personagem que retrate questões relativas ao aproveitamento do tempo com atividades de lazer que acarretam
uma melhoria na sua qualidade de vida. Por meio do relato e da discussão desses fatos, revele aos leitores da revista a
perplexidade do narrador-personagem diante dos novos conflitos e das novas soluções para os problemas da atualidade,
desencadeados pela síndrome do lazer.
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