quarta-feira, 24 de junho de 2015

Técnica de redação (Arthur)

Continue, mas não ultrapasse o tamanho de dez linhas:

1 ''O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira (23) que o sistema prisional brasileiro "é muito ruim" e que a redução da maioridade penal causará "um profundo agravamento" da situação''. Isso porque ..........................................................................................
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2 ''Desde março deste ano, o Brasil assegurou o feminicídio – assassinato de mulheres e meninas com requintes de crueldade – como crime hediondo no Código Penal por meio da Lei nº 13.104/2015. Como 16ª nação latino-americana com punição prevista em lei ao feminicídio, o Brasil foi escolhido como primeiro país-piloto para adaptar o Modelo de Protocolo Latino-americano para Investigação de Mortes Violentas de Mulheres por Razões de Gênero, elaborado pela ONU Mulheres e pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, devido às políticas e à rede de serviços públicos de enfrentamento à violência''.
Não se pode afirmar que a criação de tal instituto seja positiva. Todavia, não deverá ser de grande valia no Brasil. Afinal.........................................................................................
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3 ''A Curiosity, da Nasa, capturou imagens de pirâmides no solo de Marte e teorias da conspiração acreditam que estruturas são uma prova de civilização alienígena no planeta vermelho. As informações são do site britânico "The Mirror". As pirâmides são praticamente do tamanho de carros e a maioria dos cientistas acredita que elas não são nada mais que formações rochosas. No entanto, o canal YouTube ParanormalCrucible vai mais longe, insistindo que aquele é "um projeto perfeito " e também "o resultado de um projeto inteligente e certamente não é um truque de luz e sombra".
Outras teorias estranhas sugerem que a pirâmide é simplesmente a ponta de uma estrutura maior enterrada no subsolo. Alguns espectadores apontaram que a misteriosa pirâmide poderia ter sido formada pelo vento.
Esta não é a primeira vez que se fala sobre vida alienígena em Marte. No início deste ano surgiu foto mostrando o que parecia ser um cogumelo e a sombra de um suposto trabalhador no solo do planeta vermelho''.
As teorias da conspiração, ainda que possam parecer bizarras, apresentam aspectos positivos.  Um deles reside no fato de que (dê quantas explicações desejar.......................................................................................................................................................................
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4O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,bolsa-crack-de-r-1350-vai-pagar-internacao-de-viciados-do-estado-de-sp,1029486 '' Famílias com parente dependente de crack vão receber uma bolsa do governo do Estado de São Paulo para custear a internação do usuário em clínicas particulares especializadas. Chamado "Cartão Recomeço", o programa deve ser lançado na quinta-feira, 9, com previsão de repasses de R$ 1.350 por mês para cada família de usuário da droga.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, a proposta é manter em tratamento pessoas que já passaram por internação em instituições públicas. "São casos de internações em clinicas terapêuticas, pelo período médio de seis meses", afirma. Os dez municípios que receberão o programa piloto devem ser definidos nesta quarta-feira, 8.(...).  "Saúde pública é sempre para baixa renda. Os Caps (Centros de Atendimento Psicossocial das Prefeituras) já têm conhecimento das famílias e fará a seleção", diz Garcia, sem detalhar quais serão esses critérios''.
Mas,  ainda que a chamada popularmente como "Bolsa crack" tenha sido criada com boa intenção, é provável que ela traga malefícios.  Entre eles....................................................
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.................................................................. Há, também outra consequência ruim: ............
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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Conteúdo para Medicina. Proibição de gordura trans

Leia e resuma em 20 linhas


http://ciclovivo.com.br/noticia/eua-proibem-o-uso-de-gordura-trans-em-alimentos


Como fazer um resumo:

http://pt.slideshare.net/profjazon1/como-fazer-um-resumo-passo-a-passo

Técnica de redação para o Arthur

Construção de parágrafos
É preciso delimitar bem o assunto. Caso contrário, nós nos perderemos e construiremos um texto vago, aberto demais.
Assunto: jovens
Delimitação do assunto:
Escreva um parágrafo 
Assunto – a educação
Delimitação do assunto
Escreva um parágrafo 

Delimitação do assunto
Objetivo do Parágrafo
Escreva um parágrafo 

Assunto: Astrologia
Delimitação do assunto:
Objetivo do Parágrafo:
Escreva um parágrafo 

Assunto: preconceito
Delimitação do assunto:
Objetivo do Parágrafo
Escreva um parágrafo 
Assunto: futebol
Delimitação do assunto:
Objetivo do Parágrafo
Escreva um parágrafo 

Assunto: Telenovela
Delimitação do assunto:
Objetivo do Parágrafo:
Escreva um parágrafo 

Assunto: Educação sexual
Delimitação do assunto:
Objetivo do Parágrafo:
Escreva um parágrafo 

Assunto: amizade
Delimitação do assunto
Objetivo do Parágrafo:
Escreva um parágrafo 

Assunto: cinema
Delimitação do assunto:
Objetivo do parágrafo:
Escreva um parágrafo 

Assunto: envelhecimento
Delimitação do assunto:
Objetivo do parágrafo:
Escreva um parágrafo 
Assunto: Moda
Delimitação do assunto:
Objetivo do parágrafo:
Escreva um parágrafo 

Fazer uma resenha crítica do documentário.(Mariana)

Juízo - Jovens Infratores no Brasil - Documentário Completo

https://www.youtube.com/watch?v=gmPjQcvGpSM&list=PLZaYUFs2LMFqAJVPr4Q9MPsPYKNoxcWOF&index=15


Aqui, você vê como se faz uma resenha crítica

http://www.ebah.com.br/content/ABAAABHfsAA/como-fazer-resenha-critica

sábado, 13 de junho de 2015

Bia, leitura;

HUMANIZAÇÃO DA MEDICINA

Excerto A
 A humanização é vista como a capacidade de oferecer atendimento de qualidade, articulando os avanços tecnológicos com o bom relacionamento. O Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH) destaca a importância da conjugação do binômio "tecnologia" e "fator humano e de relacionamento". Há um diagnóstico sobre o divórcio entre dispor de alta tecnologia e nem sempre dispor da delicadeza do cuidado, o que desumaniza a assistência. Por outro lado, reconhece-se que não ter recursos tecnológicos, quando estes são necessários, pode ser um fator de estresse e conflito entre profissionais e usuários, igualmente desumanizando o cuidado. Assim, embora se afirme que ambos os itens constituem a qualidade do sistema, o "fator humano" é considerado o mais estratégico pelo documento do PNHAH, que afirma: (...) as tecnologias e os dispositivos organizacionais, sobretudo numa área como a da saúde, não funcionam sozinhos – sua eficácia é fortemente influenciada pela qualidade do fator humano e do relacionamento que se estabelece entre profissionais e usuários no processo de atendimento. (Ministério da Saúde, 2000). (Adaptado de Suely F. Deslandes, Análise do discurso oficial sobre a humanização da assistência hospitalar. Ciência & saúde coletiva. Vol. 9, n. 1, p. 9-10. Rio de Janeiro, 2004.)

Excerto B A famosa Faculdade para Médicos e Cirurgiões da Escola de Medicina da Columbia University, em Nova York, formou recentemente um Programa de Medicina Narrativa que se ocupa daquilo que veio a se chamar “ética narrativa”. Ele foi organizado em resposta à percepção recrudescente do sofrimento – e até das mortes – que podia ser atribuído parcial ou totalmente à atitude dos médicos de ignorarem o que os pacientes contavam sobre suas doenças, sobre aquilo com que tinham que lidar, sobre a sensação de serem negligenciados e até mesmo abandonados. Não é que os médicos não acompanhassem seus casos, pois eles seguiam meticulosamente os prontuários de seus pacientes: ritmo cardíaco, hemogramas, temperatura e resultados dos exames especializados. Mas, para parafrasear uma das médicas comprometidas com o programa, eles simplesmente não ouviam o que os pacientes lhes contavam: as histórias dos pacientes. Na sua visão, eles eram médicos “que se atinham aos fatos”. “Uma vida”, para citar a mesma médica, “não é um registro em um prontuário”. Se um paciente está na expectativa de um grande e rápido efeito por parte de uma intervenção ou medicação e nada disso acontece, a queda ladeira abaixo tem tanto o seu lado biológico como psíquico. “O que é, então, a medicina narrativa?”, perguntei*. “Sua responsabilidade é ouvir o que o paciente tem a dizer, e só depois decidir o que fazer a respeito. Afinal de contas, quem é o dono da vida, você ou ele?”. O programa de medicina narrativa já começou a reduzir o número de mortes causadas por incompetências narrativas na Faculdade para Médicos e Cirurgiões. *A pergunta é feita por Jerome Bruner a Rita Charon, idealizadora do Programa de Medicina Narrativa. (Adaptado de Jerome Bruner, Fabricando histórias: direito, literatura, vida. São Paulo: Letra e Voz, 2014, p. 115-116.)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

internet

http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2015/06/12/jovem-que-teve-castigo-divulgado-na-internet-se-mata-nos-eua.htm

terça-feira, 9 de junho de 2015

Defeitos na argumentação. Não deixe de ler

http://www.revistalingua.com.br/textos/blog-ponta/defeitos-na-argumentacao-354385-1.asp

psiquiatra chileno diz que investir numa didática afetiva é a saída para estimular o autoconhecimento dos alunos e formar seres autônomos e saudáveis

EXERCÍCIO DE RESENHA CRÍTICA
( AS INSTRUÇÕES APARECEM APÓS A ENTREVISTA DA REVISTA ÉPOCA)
psiquiatra chileno Claudio Naranjo tem um currículo invejável. Formou-se em medicina na Universidade do Chile, especializou-se em psiquiatria em Harvard e virou pesquisador e professor da Universidade de Berkeley, ambas nos EUA. Desenvolveu teorias importantes sobre tipos de personalidade e comportamentos sociais. Trabalhou ao lado de renomados pesquisadores, como os americanos David McClelland e Frank Barron. Publicou 19 títulos. Sua trajetória pode ser classificada como irrepreensível pelo mais ortodoxo dos avaliadores. Ele é, inclusive, um dos indicados ao Nobel da Paz deste ano. É comum, no entanto, que Naranjo seja chamado, em tom pejorativo, de esotérico e bicho grilo. Há mais de três décadas, ele e a fundação que leva seu nome pregam que os educadores devem ser mais amorosos, afetivos e acolhedores. Ele defende que essa é a forma mais eficaz de ajudar todos os alunos – não só os melhores – a efetivamente aprender “e assim mudar o mundo”, como ele diz. Claudio Naranjo esteve no Brasil para participar do evento sobre educação básica Encontro de Educadores.
ÉPOCA – O senhor é psiquiatra e desenvolveu teorias importantes em estudos de personalidade. Hoje trabalha exclusivamente com educação. Por que resolveu se dedicar a esse tema?
Claudio Naranjo – 
Meu interesse se voltou para a educação porque me interesso pelo estado do mundo. Se queremos mudar o mundo, temos de investir em educação. Não mudaremos a economia, porque ela representa o poder que quer manter tudo como está. Não mudaremos o mundo militar. Também não mudaremos o mundo por meio da diplomacia, como querem as Nações Unidas – sem êxito. Para ter um mundo melhor, temos de mudar a consciência humana. Por isso me interesso pela educação. É mais fácil mudar a consciência dos mais jovens.
ÉPOCA – Quais os problemas do modelo educacional atual na opinião do senhor?
Naranjo – 
Temos um sistema que instrui e usa de forma fraudulenta a palavra educação para designar o que é apenas a transmissão de informações. É um programa que rouba a infância e a juventude das pessoas, ocupando-as com um conteúdo pesado, transmitido de maneira catedrática e inadequada. O aluno passa horas ouvindo, inerte, como funciona o intestino de um animal, como é a flora num local distante e os nomes dos afluentes de um grande rio. É uma aberração ocupar todo o tempo da criança com informações tão distantes dela, enquanto há tanto conteúdo dentro dela que pode ser usado para que ela se desenvolva. Como esse monte de informações pode ser mais importante que o autoconhecimento de cada um? O nome educação é usado para designar algo que se aproxima de uma lavagem cerebral. É um sistema que quer um rebanho para robotizar. A criança é preparada, por anos, para funcionar num sistema alienante, e não para desenvolver suas potencialidades intelectuais, amorosas, naturais e espontâneas.
ÉPOCA – Como é  possível mudar esse modelo?
Naranjo –
 Podemos conceber uma educação para a consciência, para o desenvolvimento da mente. Na fundação, criamos um método para a formação de educadores baseado em mais de 40 anos de pesquisas. O objetivo é preparar os professores para que eles se aproximem dos alunos de forma mais afetiva e amorosa, para que sejam capazes de conduzir as crianças ao desenvolvimento do autoconhecimento, respeitando suas características pessoais. Comprovamos por meio de pesquisas que esse é o caminho para formar pessoas mais benévolas, solidárias e compassivas. Hoje a educação é despótica e repressiva. É como se educar fosse dizer faça isso e faça aquilo. O treinamento que criamos está entre os programas reconhecidos pelo Fórum Mundial da Educação, do qual faço parte. Já estive com ministros da Educação de dezenas de países para divulgar a importância dessa abordagem.
ÉPOCA – E qual foi a recepção? 
Naranjo –
 A palavra amor não tem muita aceitação no mundo da educação. Na poesia, talvez. Na religião, talvez. Mas não na educação. O tema inteligência emocional é um pouco mais disseminado. É usado para que os jovens tomem consciência de suas emoções. É bom que exista para começar, mas não tem um impacto transformador. A inteligência emocional é aceita porque tem o nome inteligência no meio. Tudo o que é intelectual interessa. Não se dá importância ao emocional. Esse aspecto é tratado com preconceito. É um absurdo, porque, quando implementamos  uma didática afetuosa, o aluno aprende mais facilmente qualquer conteúdo. Os ministros da Educação me recebem muito bem. Eles concordam com meu ponto de vista, mas na prática não fazem nada. Pode ser que isso ocorra por causa da própria inércia do sistema. O ministro é como um visitante que passa pelos ministérios e consegue apenas resolver o que é urgente. Ele mesmo não estabelece prioridades. Estou mais esperançoso com o novo ministro da Educação de vocês (Renato Janine Ribeiro). Ele me convidou para jantar, para falarmos sobre minhas ideias. É a primeira vez que a iniciativa parte do lado do governo. Ele é um filósofo, pode fazer alguma diferença.
"Quando há amor na forma de ensinar, o aluno aprende mais facilmente qualquer conteúdo"
 
ÉPOCA – Para quem decidiu ser professor, não seria natural sentir amor, compaixão e vontade de cuidar do aluno?
Naranjo –
 Uma vez dei uma aula a um grupo de estudantes de pedagogia na Universidade de Brasília. Fiquei muito decepcionado com a falta de interesse. Vendo minha expressão, o coordenador me disse: “Compreenda que eles não escolheram ser educadores. Alguns prefeririam ser motorista de táxi, mas decidiram educar porque ganham um pouco mais e têm um pouco mais de segurança. Estão aqui porque não tiveram condições de se preparar para ser advogados ou engenheiros ou outra profissão que almejassem”. Isso acontece muito em locais em que a educação não é realmente valorizada. Quem chega à escola de educação são os que têm menos talento e menos competência. Não se pode esperar que tenham a vocação pedagógica, de transmitir valores, cuidar e acolher.
>> Brasil fica em 60° lugar em ranking mundial de educação em lista com 76 países

ÉPOCA – O senhor diz que o sistema de educação atual desperdiça talentos, rotulando-os com transtornos e distúrbios. Pode explicar melhor esse ponto?
Naranjo – 
Humberto Maturana, cientista chileno, me contou que a membrana celular não deixa entrar aquilo que ela não precisa. A célula tem um modelo em seus genes e sabe o que necessita para construir-se. Um eletrólito que não lhe servirá não será absorvido. Podemos usar essa metáfora para a educação. As perturbações da educação são uma resposta sã a uma educação insana. As crianças são tachadas como doentes com distúrbios de atenção e de aprendizado, mas em muitos casos trata-se de uma negação sã da mente da criança de não querer aprender o irrelevante. Nossos estudantes não querem que lhe metam coisas na cabeça. O papel do educador é levá-lo a descobrir, refletir, debater e constatar. Para isso, é essencial estimular o autoconhecimento, respeitando as características de cada um. Tudo é mais efetivo quando a criança entende o que faz mais sentido para ela.
ÉPOCA – Por que a educação caminhou para esse modelo?
Naranjo –
 Isso surgiu no começo da era industrial, como parte da necessidade de formar uma força de trabalho obediente. Foi uma traição ao ideal do pai do capitalismo, Adam Smith, que escreveu A riqueza das nações. Ele era professor de filosofia moral e se interessava muito pelo ser humano. Previu que o sistema criaria uma classe de pessoas dedicadas todos os dias a fazer só um movimento de trabalho, a classe de trabalhadores. Previu que essa repetição produziria a deterioração de suas mentes e advertiu que seria vital dar a eles uma educação que lhes permitisse se desenvolver, como uma forma de evitar a maquinização completa dessas pessoas. Sua mensagem foi ignorada. Desde então, a educação funciona como um grande sistema de seleção empresarial. É usada para que o estudante passe em exames, consiga boas notas, títulos e bons empregos. É uma distorção do papel essencial que a educação deveria ter.
ÉPOCA – Há algo que os pais possam fazer?
Naranjo – 
Muitos pais só querem que seus filhos sigam bem na escola e ganhem dinheiro. Acho que os pais podem começar a refletir sobre o fato de que a educação não pode se ocupar só do intelecto, mas deve formar pessoas mais solidárias, sensíveis ao outro, com o lado materno da natureza menos eclipsado pelo aspecto paterno violento e exigente. A Unesco define educar como ensinar a criança a ser. As Constituições dos países, em geral, asseguram a liberdade de expressão aos adultos, mas não falam das crianças. São elas que mais necessitam dessa liberdade para se desenvolver como pessoas sãs, capazes de saber o que sentem e de se expressar. Se os pais se derem conta disso, teremos uma grande ajuda. Eles têm muito poder de mudança. http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/05/claudio-naranjo-educacao-atual-produz-zumbis.html 
COMO FAZER UMA RESENHA CRÍTICA?
AQUI UM TEXTO QUE ENSINA A FAZER UMA RESENHA CRÍTICA. LEIA-O ATENTAMENTE. MAS FIQUE ATENTO, POIS AQUI NÃO É PARA RESENHAR UM LIVRO, MAS, UMA ENTREVISTA. PORTANTO, OS DADOS QUE DEVERÁ LANÇAR MÃO SE LIGAM À REVISTA ÉPOCA, AO TEMA, AUTOR, ETC.
DE 20 A 30 LINHAS.
O objetivo da resenha é guiar o leitor pelo emaranhado da produção cultural que cresce a cada dia e que tende a confundir até os mais familiarizados com todo esse conteúdo.
Como uma síntese, a resenha deve ir direto ao ponto, mesclando momentos de pura descrição com momentos de crítica direta. O resenhista que conseguir equilibrar perfeitamente esses dois pontos terá escrito a resenha ideal.
No entanto, sendo um gênero necessariamente breve, é perigoso recorrermos ao erro de sermos superficiais demais. Nosso texto precisa mostrar ao leitor as principais características do fato cultural, sejam elas boas ou ruins, mas sem esquecer de argumentar em determinados pontos e nunca usar expressões como “Eu gostei” ou “Eu não gostei”.

QUALIDADES DE UMA RESENHA

A resenha deve possuir as mesmas qualidades de estilo imprescindíveis a todo texto escrito, como: simplicidade, clareza, concisão, propriedade vocabular, precisão vocabular, objetividade e impessoalidade.
Além disso, a resenha deve apresentar imparcialidade, atitude científica e privilegiar o essencial. Veja seguir.

IMPARCIALIDADE

Seja na defesa ou no ataque, o resenhista deve julgar as ideias da obra sem paixão, devendo posicionar-se criticamente como um juiz e apresentar tanto os aspectos positivos quanto os negativos da obra, sem defender ou lado ou outro devido a motivos externos à obra (amizade com o autor, imposição de editoras, professores, colegas, etc.)

CIENTIFICIDADE

A resenha, assim como todo trabalho acadêmico, deve ter cunho científico. Ou seja, estar em conformidade com as exigências de objetividade e impessoalidade.

PRIVILEGIAR O ESSENCIAL

Você deve falar apenas do que é mais importante na obra, pois seu leitor raramente estará interessado em muitos detalhes ou em partes menos importantes. Devido a isso é necessário respeitar o tempo que ele está reservando para ler seu texto.

TIPOS DE RESENHA

Até agora eu falei sobre as resenhas de uma forma geral e livre e esses dados são suficientes para você já esboçar alguns parágrafos.
Contudo, as resenhas apresentam algumas divisões que vale destacar. A mais conhecida delas é a resenha acadêmica ou universitária, que apresenta moldes bastante rígidos, responsáveis pela padronização dos textos científicos. Ela, por sua vez, também se subdivide em resenha críticaresenha descritiva e resenha temática.
Na resenha acadêmica crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:
  1. Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;
  2. Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
  3. Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;
  4. Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;
  5. Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico.
  6. Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.
  7. Identifique o autor: Cuidado! Aqui você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor ou pesquisador.
  8. Assine e identifique-se: Agora sim. No último parágrafo você escreve seu nome e fala algo como “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”
Na resenha acadêmica descritiva, os passos são exatamente os mesmos, excluindo-se o passo de número 5. Como o próprio nome já diz, a resenha descritiva apenas descreve, não expõe a opinião o resenhista.
Finalmente, na resenha temática, você fala de vários textos que tenham um assunto (tema) em comum. Os passos são um pouco mais simples:
  1. Apresente o tema: Diga ao leitor qual é o assunto principal dos textos que serão tratados e o motivo por você ter escolhido esse assunto;
  2. Resuma os textos: Utilize um parágrafo para cada texto, diga logo no início quem é o autor e explique o que ele diz sobre aquele assunto;
  3. Conclua: Você acabou de explicar cada um dos textos, agora é sua vez de opinar e tentar chegar a uma conclusão sobre o tema tratado;
  4. Mostre as fontes: Coloque as referências Bibliográficas de cada um dos textos que você usou;
  5. Assine e identifique-se: Coloque seu nome e uma breve descrição do tipo “Acadêmico do Curso de Letras da Universidade de Caxias do Sul (UCS)”.
O outro tipo de resenha é aquele que serve para divulgar uma obra, simplesmente. Ele permite ao leitor tomar conhecimento do livro, filme ou artigo de que trata a resenha e, consequentemente, decidir se deseja lê-lo ou assisti-lo. Esse tipo é muito comum quando referida a uma obra da literatura, o que constituirá uma resenha literária.

ANTES DE COMEÇAR - 3 PASSOS PRELIMINARES

Antes de iniciar a produção do texto há alguns passos importantes que você deve considerar para que a qualidade do seu trabalho possa atingir um patamar de excelência.

PASSO 1 LEITURA DA OBRA A SER RESENHADA

Chega a ser ridículo ter que colocar este ponto, mas já vi MUITA gente fazendo resenhas de livros que nunca leu, de filmes que nunca assistiu ou de palestras às quais não compareceu. Soou familiar? É uma realidade crescente entre os estudantes universitários.
Mas você não pretende ser um desses, certo? Então o primeiro passo é conhecer o objeto que será resenhado.
Um detalhe importante: essa sua leitura deve ser rápida, com o objetivo de conhecer a obra como um todo. Portanto, não faça anotações e nem sublinhe nada.

PASSO 2 RELEITURA

Ok, você vai achar que estou exagerando. Porém, o fato é que na primeira leitura que fazemos de qualquer coisa há muitos elementos que passam despercebidos.
É nessa etapa que devemos, lentamente, analisar aspectos mais pontuais da obra que será alvo da resenha. Use a técnica de sublinhar, fazer esquemas com as ideias principais (tanto da obra quanto de cada capítulo) e tente estabelecer relações entre tudo isso.
Algo que eu faço e que ajuda muito: fazer perguntas e anotá-las no canto das páginas (se você estiver resenhando um material escrito, claro). Isso força você a pensar sobre o material que tem em mãos.

PASSO 3 PARAR PARA PENSAR

Muitos já começam a escrever a resenha logo após a leitura do material. ERRADO!
Você deve para um tempo para pensar sobre tudo, rever suas anotações, formar uma opinião e, quem sabe, até buscar outras fontes que tratem dos mesmos assuntos, para poder fazer contrapontos em seu texto.
Se possível, essa pausa deve durar mais de 24h, mas não ultrapasse as 72h para que as ideias não lhe fujam da memória.
Faça mais anotações e já tente formular os argumentos que utilizará em seu texto.

COMO COMEÇAR UMA RESENHA?

Partindo de tudo que foi dito, talvez você já tenha uma boa ideia sobre o que escrever em sua resenha e até mesmo sobre a estrutura que deve seguir. Mas vamos falar especificamente de uma das perguntas que eu mais ouço dos alunos: Como começar uma resenha?
Há uma série de questões que você deve tentar responder em sua introdução. Veja:
  1. De que trata o livro?
  2. Ele tem alguma característica especial?
  3. De que modo o assunto é abordado?
  4. Qual é a tese do autor?
  5. Qual a intenção do autor?
  6. Que conhecimentos prévios são exigidos para entendê-lo?
  7. A que tipo de leitor se dirige o autor?
  8. O tratamento dado ao tema é compreensível?
  9. O livro foi escrito de modo interessante e agradável?
  10. As ilustrações foram bem escolhidas?
  11. O livro foi bem organizado?
  12. O leitor, que é a quem o livro se destina, irá achá-lo útil?
  13. Comparando essa obra com outras similares e com outros trabalhos do mesmo autor, a que conclusões chegamos?
Evidentemente, você não precisa responder a todas essas questões, sendo elas sugestões que você pode utilizar no início de sua resenha.

COMO ESCREVER A CONCLUSÃO?

Outro ponto em que muitos têm dúvidas é na hora de escrever a conclusão.
Esse espaço final da resenha serve para expor sua avaliação geral sobre a obra.
Até aqui você já deve ter discutido os argumentos do autor e como ele os defende, assim como ter avaliado a qualidade e a eficiência de diversos aspectos do livro ou artigo.
Agora é o momento de avaliar o trabalho como um todo, determinando coisas como se o autor conseguiu ou não atingir os objetivos propostos e se a obra contribui de maneira significante para a área de conhecimento da qual faz parte.
Ao escrever a conclusão, você pode considerar as seguintes perguntas:
  • A obra usa graus de objetividade ou subjetividade apropriados à proposta inicial do autor?
  • O autor consegue manter o foco da obra, sem incorrer em excesso de opinião própria ou falta de fontes que comprovem seus argumentos?
  • Em algum momento o autor deixa de considerar aspectos relevantes de sua área, como outros pontos de vista ou teorias contrárias às dele?
  • O autor conseguiu atender aos objetivos a que se propôs ao iniciar a obra?
  • Que contribuições a obra traz para sua área de conhecimento ou grupo específico de leitores?
  • É possível justificar o uso dessa obra no contexto em que foi indicada (uma disciplina da universidade, por exemplo)?
  • Qual o comentário final mais importante que você faria a respeito dessa obra?
  • Você tem sugestões para futuras pesquisas nessa área?
  • De que maneiras ler/assistir essa obra contribuiu para sua formação?

QUANTOS PARÁGRAFOS TEM UMA RESENHA?

O tamanho do seu texto pode variar muito, principalmente de acordo com o material que você estiver resenhando.
Por isso, não há regra quanto ao número de parágrafos, mas se você estiver escrevendo uma resenha para a faculdade, por exemplo, dificilmente você deve pensar em menos do que 2 páginas do Word, o que daria entre 6 e 10 parágrafos, aproximadamente.


sábado, 6 de junho de 2015

uncamp

http://agencia.fapesp.br/como_o_brasil_mudou_nos_ultimos_50_anos/21261/

Olimpíadas 2016 Para Lucas e Isabella

Escreva uma dissertação em que você se posicione a respeito da realização das Olimpíadas no Brasil.

Não poderá mostrar vantagens e desvantagens. Pode apresentar uma e outra, mas o seu objetivo é ser favorável ou não a elas.
Vantagens e Desvantagens das Olimpíadas de 2016
É a primeira vez que os jogos olimpicos serão sediados na América do Sul. O Brasil está ansioso para receber todas as atenções, principalmente para o Rio de Janeiro, conhecida como a Cidade Maravilhosa, cidade turística com reconhecimento mundial. Mais será que ela está pronta para dar boas-vindas e receber tantos turistas? 
Uma das vantagens das Olimpíadas 2016 ser sediada no Brasil, será a geração de empregos não só nas construções do parque olímpico, mas também fazendo reparações, reformas e reconstruindo praças e lugares públicos, revitalizando algumas áreas  da cidade, e dando cara nova ao Rio de Janeiro. Ao contrario de muitas obras que vimos serem feitas para depois não serem usadas, essa será totalmente aproveitada após 2016. A área do Parque Olímpico será usada para empreendimentos imobiliários e urbanísticos.
Um tema bastante discutido também é o aumento da renda dos brasileiros que vivem no Rio de Janeiro e em outras áreas, com tanta propaganda do Brasil, o fato de asOlimpíadas 2016 serem sediadas no país, chamará a atenção para outras cidades turísticas do RJ e de outros estados, como a Bahia por exemplo.
As desvantagens das Olimpíadas 2016 são os gastos de verba pública usada para o urbanismo da cidade, propaganda, construções, restaurações, caos no transporte (ônibus, taxi e nos aeroportos)  tudo isso somado aos estádios que estão sendo feitos para a Copa do Mundo em 2015. Os impostos poderão subir após as Olimpíadas, afinal o governo tem que pagar a conta do que gastou.
O que preocupa algumas pessoas também são os desvios de dinheiro que pode acontecer a qualquer momento durante as obras de 2015 e 2016. Uma grande desvantagem também, é que a parte mais pobre da cidade do Rio de Janeiro (as favelas) não se beneficiará com os projetos do governo, assim então ocasionalmente trazendo revolta e conseqüentemente, violência com maior intensidade.

Massacre, segurança e Olimpíadas

O esporte mundial se comoveu com as tragédias ocorridas em Paris na semana passada, que culminaram com a morte de 17 pessoas –o massacre executado no jornal satírico 'Charlie Hebdo", o episódio com reféns no mercado de produtos judaicos e o assassinato de uma policial.
A indignação contra a barbárie e a solidariedade às manifestações de repúdio pelos atentados que enlutaram a França foram transformados no minuto de silêncio, tradicional método de homenagear mortos no mundo esportivo. Ele marcou várias competições, principalmente no futebol, em várias partes do mundo.
Nenhum daqueles lamentáveis acontecimentos teve relação com disputas esportivas, mas não dava para ficar alheio diante de tais atos de violência.
Além disso, por reunir habitualmente grandes massas em seus eventos, o esporte está –pelo menos existe essa esperança de que esteja mesmo– permanentemente com o sinal de alerta ligado para impedir ações desvairadas semelhantes às ocorridas na França.
É uma vigilância difícil, complicada e onerosa, repleta de segredos e praticamente clandestina. Apesar disso, diante dos riscos sempre ameaçadores e imprevisíveis, é a face complicada para moldar num grande evento. Sem dúvida, um setor essencial, e fundamental.
E hoje essa é uma das preocupações do Brasil, com os olhos voltados para a Olimpíada do Rio, em 2016, evento com participação de comitês olímpicos nacionais de 205 países –Kosovo acaba de ser admitido pelo COI– e com a presença de torcedores de todo o planeta.
O Brasil escapou ileso, sem arranhões, no quesito segurança na Copa das Confederações, em 2013, e na Copa do Mundo de Futebol, ano passado.
Uma única falha foi revelada. Na abertura da Copa, no Itaquerão, um atirador de elite teria pedido autorização para abater um homem armado, próximo à tribuna onde estavam Dilma Rousseff, chefes de Estado e autoridades da Fifa, mas, em tempo, verificou-se que era um policial.
A ausência de outros casos negativos, no entanto, não significa que a segurança nacional passou no teste.
Talvez os esquemas que preparou para os dois grandes eventos não tenham sido acionados pela provável inexistência de fatos provocadores. Sorte? Pelo menos não houve registro noticiado. Será que algum grave risco foi contornado? Segurança de qualidade implica segredos, discrição.
Uma Olimpíada segura interessa a todos os participantes, afinal se trata de um movimento mundial de paz. Qualquer incidente durante o evento é motivo de intranquilidade não apenas na sede olímpica, mas em várias partes do mundo.
No Brasil, a Sesge (Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos), subordinada ao Ministério da Justiça, é que coordena as ações envolvendo as forças de segurança nas esferas federal, estadual e municipal. Há intercâmbio e troca de informações com inúmeros países.
Além de agentes, policiais e Forças Armadas do Brasil, profissionais estrangeiros devem integrar o setor de segurança dos Jogos no Rio. Empresas especializadas também fazem parte do projeto. Uma delas, estrangeira, foi apontada em reportagem recente de Daniel Brito, no UOL, com revelações que chamam a atenção.
A empresa contratada pelo comitê Rio 2016, o responsável pela organização dos Jogos, é a israelense ISDS (sigla em inglês para Segurança Internacional e Sistemas de Defesa) e atuou nas Olimpíadas de Londres-2012, Atenas-2004 e Barcelona-1992.
A contratação levantou polêmica, segundo a reportagem, porque a ISDS é acusada de formar e aparelhar grupos militares e paramilitares que ajudaram a destituir presidentes do cargo ou combater de forma truculenta opositores em países em conflito na América Central nos últimos 35 anos. Também teria irritado grupos pró-Palestina no Brasil e no mundo, integrantes do chamado BDS (Boicote, Desinvestimentos e Sanções) contra Israel, por crimes contra os palestinos e direitos humanos.
Na condição de leigo em matéria de segurança, percebo os sentimentos difusos em relação a ela, cada qual movido por interesses específicos ou crenças. De qualquer forma, a sua essência é pontilhada por embaraços.
No movimento olímpico, a relevância da segurança ganhou expressão primordial a partir de Munique-72, quando atletas de Israel foram mortos por terroristas na Vila Olímpica. Aquele conturbado episódio mudou a cara dos Jogos, que, a cada nova edição, concentra um olho nas disputas esportivas e outro nos desacertos da política internacional.
O impacto avassalador das grandes tragédias ocupa manchetes por algum tempo e depois cai no esquecimento. Incrível, mas lapsos costumam destruir reputação de esquemas de segurança, anunciados como perfeitos e modernos.
Quatro anos após Munique, por exemplo, como já relatei neste espaço, um homem ludibriou a segurança, entrou no centro do gramado, se desfez da capa que cobria seu corpo e, nu, dançou com as bailarinas no encerramento dos Jogos de Montrèal-76. Houve até quem acreditasse que ele fazia parte do espetáculo.
A violência só voltou a marcar outra Olimpíada em Atlanta-96, num episódio isolado, sem vínculo com organizações internacionais. Um
atentado com bomba no Centennial Olympic Park matou duas pessoas e feriu dezenas de outras.

Nos últimos Jogos, em Londres-12, três dias antes da abertura, 1.200 soldados foram convocados para sanar quebra de acordo de uma empresa privada que deveria fornecer 10.400 seguranças, mas não cumpriu. Outros 3.500 soldados já estavam trabalhando. Isso levando em conta que, pouco tempo antes dos Jogos, a cidade sofrera uma série de ataques à rede de transportes públicos, com mortes.
Não bastasse essa improvisação, na cerimônia de abertura uma mulher desconhecida, que vestia uma blusa vermelha e calça azul, ocupou uma posição na delegação da Índia e caminhou ao lado do porta-bandeira e das indianas vestidas de amarelo. Pensaram que ela era do Comitê Organizador.
Não passam de factóides os anúncios dando conta de parafernálias que serão utilizadas em segurança em um ou outro evento. O primordial é a ação da inteligência, tentar saber com antecedência as ameaças, os riscos. Mesmo assim o setor lida com o imponderável.
Como impedir que uma bomba explodisse na linha final da Maratona de Boston, em 2013, e deixasse três mortos, além de feridos? Inteligência? Vigilância? É assunto para especialista.
Boston, coincidentemente, acaba de ser escolhida pelo comitê olímpico americano como candidada daquele país a sede da Olimpíada-2024. Nos últimos 30 anos os EUA promoveram três Olimpíadas. Apesar dos riscos, parece um bom negócio, certo?
O Brasil não é um país-alvo do terrorismo internacional, mas a Olimpíada é. Portanto, que o terror na França sirva de alerta para que não tenhamos de receber solidariedade de ninguém no futuro por situações insanas como o massacre de indefesos desenhistas e reféns. 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A meritocracia é uma mentira?

http://www.hypeness.com.br/2015/05/quadrinho-resume-o-porque-de-a-historia-de-que-todo-mundo-tem-as-mesmas-chances-nao-e-tao-verdadeira-assim-2/

As máximas de Grice ( todos devem ler)

http://maisunifra.com.br/conteudo/principio-cooperativo-de-grice/#5

Escreva uma carta dissertativa à Rosely Sayão.

PROPOSTA
Você é diretor de uma boa escola. Leu o artigo de Rosely Sayão e discordou dele. 
Seu objetivo é criticar os argumentos dela.
Caso queira, pode ser um aluno de uma boa escola que leu o artigo e gostou. Escreva para agradecer o artigo dela. Argumente de modo a deixar clara a sua apreciação positiva do texto.

Toda escola é igual
Rosely Sayão
Muitos pais estão fazendo uma verdadeira procissão a escolas procurando a melhor delas para matricular seu filho no próximo ano.
Vários deles procuram a escola perfeita, outros procuram uma instituição que seja amigável para o filho que tem determinadas características de comportamento, de relacionamento ou de aprendizagem. Há ainda os que procuram um colégio "puxado" e também os que procuram uma educação com métodos "alternativos".
Qual será a melhor escola para colocar o filho? Já que muitos pais estão nesta época envolvidos com tal questão, valem algumas reflexões a respeito de nossas escolas.
Vamos começar a pensar nas instituições avaliadas como boas pela maioria dos pais. Vale a pena considerar os motivos de tal avaliação, os quais, aliás, são bem diferentes mesmo quando dizem respeito à mesma escola.
Boas avaliações em exames nacionais e aprovação de muitos alunos em determinadas faculdades costumam ser índices que agradam a muitos pais. Espaço físico imponente e presença de tecnologia também. Há ainda a tradição familiar: os pais --ou um deles-- estudaram na escola, assim como os avós, e conseguiram realização profissional e financeira.
Há também os que ficam satisfeitos porque percebem que o colégio transmite um volume grande de conteúdo nas disciplinas ministradas e isso parece bom, mesmo que exija que o filho tenha de recorrer a aulas particulares para acompanhar o ritmo.
Depois das bem avaliadas há as medianas e as consideradas "fracas". Por último, as públicas, pelo menos para a classe média.
Por que os pais colocam seus filhos em escolas que consideram apenas medianas ou fracas? Em geral porque são as que conseguem pagar ou então porque acham que o filho não irá acompanhar uma escola mais forte.
Pois está na hora de repensarmos essa questão. Das escolas mais bem avaliadas às consideradas mais fracas, todas seguem o mesmo padrão de ensino. Conhecemos bem a organização dessas instituições porque nós passamos por elas, assim como nossos pais e avós.
E essa organização, por mais ultrapassada que seja, acaba por nos passar a ideia de segurança. Falsa segurança, é bom ressaltar. Sabe por quê, leitor?
Porque essa ideia de escola não ensina o aluno a pensar, não contempla as diferenças entre eles, não oferece oportunidades para a conquista da autonomia, não promove a paz, a boa convivência, a liberdade, tampouco as relações democráticas.
Esse modelo de ensino mata a sede de conhecimento, a curiosidade, a vontade de pesquisar e de questionar. Essa escola quer alunos medianos e obedientes, é isso.
Então quer dizer que essa instituição é decadente? Sim, caro leitor, absolutamente decadente e ultrapassada. E por que, então, existe até hoje? Porque queremos que exista. Fazemos de tudo para manter esse modelo, até mesmo colocamos parte da responsabilidade dele nos pais! Queremos que essa organização permaneça porque nos parece conveniente, afinal.
Se você acha que seu filho aprende bastante desse jeito, você não imagina o quanto ele poderia aprender em uma instituição que tivesse como centro o aluno e não as disciplinas do conhecimento organizadas de modo linear e em objetivos mensuráveis.
Se você acha que seu filho não gosta de estudar, você não faz ideia de quanto prazer ele poderia ter em decifrar os enigmas do conhecimento em uma escola que não se interessasse tanto pelas respostas, e sim por boas perguntas.
Considerando esse modelo que as instituições de ensino seguem, tanto faz esta ou aquela porque, no fundo, são todas iguais. São mais parecidas do que você imagina.
Se você quiser pensar mais a esse respeito, vale muito a pena assistir ao filme "La Educacion Prohibida", disponível com legendas em português no endereçotinyurl.com/laeducacion
http://portal.cotip.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=172:rosely-sayao

Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação. É autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha), entre outros. Escreve às terças na versão impressa de "Equilíbrio".